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EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE CALÇADOS E COMPONENTES CRESCEM EM OUTUBRO

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As exportações brasileiras de calçados cresceram 24,7% em outubro, na comparação com o mês anterior. No mês, foi embarcado o equivalente a US$ 110,3 milhões, ante US$ 88,4 milhões em setembro. Em relação a outubro de 2011, quando as vendas ao mercado externo somaram US$ 101,1 milhões, o incremento foi de 9%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). – Para o diretor-executivo da entidade, Heitor Klein, o aumento em outubro não pode ainda ser entendido como uma retomada do crescimento das exportações. “Os fatores que afetam nossa competitividade – como queda no consumo nos mercados compradores, carga tributária, legislação trabalhista, problemas de infraestrutura e o real valorizado – continuam presentes”, afirmou em nota. “O desempenho de outubro, portanto, esta ainda muito abaixo da performance-padrão [US$ 120 milhões] e, por ora, caracteriza apenas um pico”, considera.

No acumulado do ano, de janeiro a outubro, o resultado segue negativo em 15,3%. No período, as exportações chegaram a somar US$ 911,8 milhões, ante US$ 1,07 bilhão registrado no ano passado. Em pares, porém, obteve-se uma leve alta, de 1,1% (de 91,1 milhões de pares para 92,1 milhões). A queda do preço médio do par exportado no período foi de 16,2% (US$ 9,90 ante US$ 11,82).

Já a compra de calçados do exterior segue em alta. Nos 10 meses de 2012 entraram no Brasil o equivalente US$ 443,3 milhões em calçados. O incremento em valor chegou a 17%. A entrada de cabedais (parte superior do calçado) aumentou 90% no período, de US$ 28,7 milhões para US$ 54,5 milhões.

Componentes

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couros, Calçados e Artefatos (Assintecal), o setor movimentou US$ 97,07 milhões no comércio internacional em outubro, alta de 16% sobre o mesmo mês de 2011. No acumulado do ano, a receita do segmento com exportações soma US$ 909,78 milhões, queda de 4,2% em relação a igual período do ano passado.

“O mercado mundial ainda está muito oscilante e acaba colocando freios nos negócios. Como o setor de componentes faz parte de uma demanda derivada, ele cresce conforme é esboçada reação nos demais setores”, comentou o diretor-executivo da Assintecal, Diogo Serafim.

 

Fonte: Diário do Comércio e Indústria

IMPORTAÇÃO DE CALÇADOS É VETADA PELO GOVERNO

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Segundo noticiado pelo O Estado de S.Paulo, o Ministério do Desenvolvimento indeferiu pedidos de licença de importação de calçados no valor de US$ 54 mil da Goodwill Footwear Manufacturer que descumpriu regras de origem. Investigação da Secretaria de Comércio Exterior concluiu que os calçados não foram fabricados na Malásia, conforme declarado pela empresa.

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Calçados casuais para o Oriente Médio / Aurea Santos

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Há três anos, a empresa gaúcha Wirth exporta seus calçados para os árabes. Hoje, ela tem clientes na Síria, Líbia e também na Arábia Saudita, seu maior mercado na região. Entre as linhas de calçados produzidas pela indústria, os árabes tem uma preferência clara, como conta Gilmar Weber, gerente de Exportação. “Nosso principal produto para eles é o sapato casual, o mocassim”, revela.
Entre as cores, ele diz que os árabes compram “de várias tonalidades”. “Eles gostam de uma moda bem brasileira, com cores mais alegres, mas também gostam do tradicional, como café e preto, e nos tons mais claros, o âmbar.” A empresa também vende sandálias para os clientes da região. Entre os outros tipos de calçados que produz estão os scarpins e as botas.
Segundo Weber, a atuação da empresa com lojas internacionais na Europa e a participação em uma feira de calçados em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, foram os caminhos que levaram a Wirth a conquistar seus clientes na região. A empresa vende tanto para lojistas quanto para distribuidores árabes.
Todos os calçados fabricados pela Wirth são de couro. Hoje, dos cerca de 180 mil pares mensais que a indústria produz, 50% vai para o mercado externo, e os árabes representam 4,5% desta fatia. “Exportamos para mais de 50 países”, afirma Weber. A Alemanha é o maior comprador da empresa gaúcha.
O gerente de Exportação considera que os países árabes têm um mercado “muito promissor”. “É uma região que recebe muitos turistas, que acabam comprando nas lojas de lá”, aponta.
Weber diz que a empresa participa de feiras no Brasil, como a Couromoda e Francal, em São Paulo, e Sicc e Zero Grau, em Gramado, nas quais costuma ter contato com compradores internacionais. Segundo ele, os árabes são frequentes na Couromoda.
Fundada em 1948, a Wirth tem sua sede na cidade de Dois Irmãos, no Rio Grande do Sul. A empresa conta com 1,4 mil funcionários e tem um faturamento médio mensal em torno de R$ 8,5 milhões.
Fonte: Agência de Notícias Brasil-Árabe

Oito países árabes compram calçados Villione

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Oito países árabes compram calçados VillioneSão Paulo – A Villione, marca paulista de calçados masculinos de alto padrão, cuja fábrica fica no município de Franca, exporta para oito países árabes. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Jordânia, Kuwait, Líbano, Marrocos e Síria respondem por 30% das vendas externas da empresa, de acordo com o gerente de Negócios Internacionais, Rony Moreira. A Villione produz cerca de 800 pares ao dia e envia 30% para o exterior.

A empresa fabrica tanto a sua própria marca como calçados de grifes brasileiras e estrangeiras, em sistema de private label. No Brasil, a empresa é responsável, por exemplo, pela fabricação de sapatos Calvin Klein, Reserva, Forum, Triton, John John, e para sapatarias como a Fascar. Além de produzir, a indústria desenvolve as coleções em parceria com estilistas das marcas.

Para o exterior também são enviados calçados nas duas modalidades, marca própria e de terceiros. Mas neste caso, as marcas são das grifes lá de fora. Uma delas é a Hush Puppies, que é inclusive embarcada para o mundo árabe. Na região, conta Moreira, os maiores clientes são Dubai, nos Emirados, e Arábia Saudita. O perfil dos calçados varia segundo o país. Para o Líbano, por exemplo, vão os mais clássicos, para Dubai os mais arrojados de grifes e tradicionais da Villione, e para os sauditas modelos da moda, como da Hush Puppies.

Moreira vê um bom potencial para o crescimento das vendas para mundo árabe e exterior como um todo. Segundo ele, a empresa espera avanço de 25% a 30% neste segundo semestre do ano sobre o primeiro, e de 30% em 2013 sobre 2012. Ele explica que no primeiro semestre o mercado estava em queda, mas em julho já houve reação. Mesmo em período de crise, conta Moreira, a empresa não deixou de investir nas vendas externas, o que lhe deu credibilidade junto aos clientes e crescimento assim que o câmbio melhorou.
A Villione exporta para 38 países e os seus principais mercados são América do Sul, principalmente Colômbia, e Europa, principalmente Suíça, Alemanha e Itália. “Mas exportamos praticamente para toda Europa”, conta Moreira. Segundo o gerente de Negócios Internacionais, as exportações começaram em 2002 e as vendas para os árabes há cerca de seis anos. Para o Oriente Médio e Norte da África, o pontapé para a entrada nos mercados foi dado a partir do contato com importadores da região em feiras na Europa e no Brasil.

Uma das estratégias da empresa, para manter e aumentar suas vendas em outros países, é a participação em feiras. A Villione normalmente está presente em mostras na Itália, Alemanha e Colômbia. No Brasil, expõe na Francal, Couromoda e Salão Internacional do Couro e Calçado (SICC), que recebem muitos visitantes estrangeiros. Desde 2002, depois que as exportações começaram por meio de um agente na Inglaterra, a empresa não parou de investir no mercado internacional. E pretende fazê-lo cada vez mais.
A Villione fabrica calçados masculinos tradicionais para as classes A e B, mas procura colocar neles as inovações e tendências de moda. A área de pesquisa internacional de moda, segundo Moreira, é intensa dentro da empresa e é liderada por um dos sócios, Adilson Pimenta, que também é diretor comercial. Além de Pimenta, também são sócios da indústria Elisângela Pimenta, diretora financeira, e Danilo Granero, diretor de compras.

A Villione foi fundada em 1997 e é uma empresa familiar. Antes de criar a indústria, no entanto, os seus diretores já atuavam na área, como prestadores de serviço em montagem de calçados. A empresa mantém duas unidades fabris em Franca, uma com a produção dos calçados e outra para confecção de solas pré-fabricadas que são usadas nos seus sapatos. Os produtos são todos de couro.

Fonte: Anba

Venda de calçados aos sauditas cresce 11%

sexta-feira, 13 de julho de 2012
São Paulo – As exportações brasileiras de calçados para a Arábia Saudita aumentaram 10,6% em valores nos primeiro semestre deste ano, segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) nesta quinta-feira (12). As vendas para o país também avançaram em volume, em 12,5%. A receita das exportações ficou em US$ 11 milhões a junho e foram embarcados 956 mil pares.
Como destino dos calçados brasileiros, a Arábia Saudita ficou na mesma posição que nos seis primeiros meses do ano passado, em 15º lugar. Em função das exportações brasileiras terem caído, no entanto, cresceu a participação do país como importador. De janeiro a junho do ano passado, os sauditas compraram 1,5% de tudo o que o Brasil enviou ao exterior, em receita e volume, percentual que passou a 2,1% em valores neste ano e a 1,7% em número de pares.
O que caiu, nas vendas de calçados para a Arábia Saudita, foi o valor dos produtos. Os preços recuaram 1,6% sobre o primeiro semestre do ano passado, de acordo com a Abicalçados. O valor médio do par enviado ao mercado saudita de janeiro a junho de 2011 foi de US$ 11,75, e neste ano, de US$ 11,56. O preço é pequeno diante do valor médio do par exportado pelo Brasil para o Chile (US$ 30,09), mas alto se comparado ao vendido ao Paraguai (US$ 3,97).
No ranking de compradores internacionais de calçados brasileiros estão Estados Unidos, em primeiro lugar, seguido de Argentina, França, Paraguai, Reino Unido, Austrália, Bolívia, Colômbia, Rússia, Angola, Chile, Itália, Alemanha, Peru e então Arábia Saudita. Os sauditas são os únicos árabes que figuram entre os vinte países que mais importam o produto brasileiro.
No geral, as exportações brasileiras de calçados caíram 20% no primeiro semestre deste ano e ficaram em US$ 531,4 milhões. Nos mesmos meses de 2011 elas estavam em US$ 662,4 milhões. Em pares a queda foi menor, de 2,8% para 55,4 milhões. O valor médio do par exportado recuou 17,5% e ficou em US$ 9,62. O estado do Rio Grande do Sul é o maior exportador, seguido do Ceará, Paraíba, São Paulo e Bahia.

Fonte: http://www.anba.com.br/

Importação de partes e peças de calçados da China será sobretaxada

quinta-feira, 5 de julho de 2012
Foi publicada no  DOU (Diário Oficial da União), a Resolução Camex n° 42/2012 que estende a aplicação do direito antidumping às importações brasileiras de calçados originárias da China para as partes e peças de calçados – cabedais (parte superior) e solas, classificadas nos códigos 6406.10.00 e 6406.20.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) – da mesma origem.Com a decisão, será cobrada uma sobretaxa às importações chinesas dessas partes e peças na forma de alíquota ad valorem de 182%. A medida, destinada a combater a circunvenção de direitos antidumping vigentes, foi aprovada na reunião do Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio exterior (Camex) realizada ontem.Desde 2010, o Brasil já aplica o direito antidumping definitivo para as importações de calçados da China, com sobretaxa de US$ 13,85 por par, conforme definido na Resolução Camex n°14/2010. A investigação para estender o antidumping às importações de partes e peças chinesas foi iniciada, posteriormente, em outubro de 2011, a pedido da Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados).Após nove meses de trabalho, o Decom (Departamento de Defesa Comercial ) da  Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) verificou alterações nos fluxos de importações brasileiras de partes e peças de calçados originárias da China com o objetivo de frustrar o direito antidumping aplicado anteriormente.Foi constatado que houve importação dessas partes e peças para confecção de calçados no Brasil em que essas representaram mais de 60% da matéria-prima utilizada na fabricação dos calçados. Além disso, o valor agregado no processo de industrialização foi inferior a 25%.

Fonte: http://www.guiamaritimo.com.br

Multinacionais levam a melhor na briga sobre importação de calçados

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Governo criou sobretaxa de 182% para importação de componentes como solados para empresas que não fizerem parte de ‘lista positiva’

BRASÍLIA – O governo resolveu criar uma “lista positiva” de importadores brasileiros de solados e cabedais para fabricação de calçados, que poderão comprar esses componentes da China sem a aplicação de sobretaxa. As demais empresas passarão a pagar 182% a mais por eles a partir de hoje.

A medida é resultado do fim de uma investigação sobre triangulação ou importação de componentes para mera montagem no País envolvendo calçados vindos da Indonésia e do Vietnã e partes e peças provenientes da China. Na briga entre a brasileira Vulcabrás e multinacionais como Nike, Adidas e Puma, que importam da Indonésia e do Vietnã, as estrangeiras acabaram sendo beneficiadas.

A denúncia da Associação Brasileira de Calçados (Abicalçados) era de que importadores brasileiros estavam burlando a sobretaxa de US$ 13,85 por par de sapatos importado da China. A suspeita era que as empresas estariam trazendo sapatos chineses passando pela Indonésia e pelo Vietnã ou comprando partes e peças na China para mera montagem no Brasil, o que tecnicamente é conhecido como circunvenção. Embora o processo envolvesse todos os tipos de sapatos, o foco estava nos tênis, o que colocou em lados opostos a Vulcabrás e as multinacionais, que têm parte da produção em empresas na Indonésia e Vietnã.

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e Comércio ( MDIC), Tatiana Prazeres, antecipou ao Estado que a investigação concluiu que o aumento das importações de sapatos da Indonésia e Vietnã não tiveram relação com a aplicação da sobretaxa.

“Esses países têm indústria consolidada no setor calçadista e o que eles vendem para o Brasil é porcentualmente pouco relevante quando analisamos as exportações destes países para o resto do mundo”, explicou. Por isso, a sobretaxa sobre calçados chineses não será estendida para estes dois mercados. Nesse sentido, a conclusão da investigação beneficia as multinacionais com produção nesses dois países.

Montagem. Por outro lado, o Departamento de Defesa Comercial (Decom) concluiu que a maior importadora brasileira de cabedais e solados da China, a Mega Group, estava fazendo a mera montagem no Brasil para fugir da sobretaxa aplicada sobre calçados acabados desde março de 2010 para conter a prática de dumping.

O MDIC concluiu que as importações de peças superam 60% do total de componentes usados na produção e que a agregação de valor é inferior a 25% do valor da mercadoria. A Mega Group é responsável por 14% do total de partes e peças importadas da China.

“O que é importante é que caso essa importadora mude de nome ou passe a importar por meio de outra empresa, nós conseguiremos aplicar a sobretaxa, porque terá uma lista positiva com os importadores que não irão pagar a sobretaxa”, destacou a secretária.

Tatiana informou que a lista positiva, que deve estar publicada amanhã no Diário Oficial da União por meio de Resolução da Camex, será composta por 95 importadores, que serão monitorados. “Caso a gente verifique um aumento grande nas importações, podemos abrir de ofício uma investigação pontual para a empresa cujos números nos chamem a atenção”, explicou. A Vulcabrás estará na relação e poderá importar partes e peças da China sem a sobretaxa de 182%.

A secretária destacou que o resultado da investigação é a conclusão de um dos processos mais complexos da história do Decom. Foram nove meses de investigação com onze visitas in loco na Indonésia e no Vietnã e aos dois maiores importadores de componentes no Brasil. “É um caso de muita relevância para nós”, disse.

A circunvenção é considerada uma prática desleal de comércio. As empresas se utilizam desse mecanismo para fugirem da sobretaxa aplicada a um produto que entra no País com preço abaixo do cobrado no mercado de origem (direito antidumping).

Fonte: O Estado de São Paulo

Compra de têxteis e calçados da China manterá sobretaxa

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio não fará nenhuma alteração nas sobretaxas e controles aplicados atualmente em produtos de vestuário e em calçados importados da China ou de outros produtos asiáticos.

O Brasil não tem como evitar os efeitos a detentores americanos de marcas de calçados e de vestuário que se consideram prejudicados com as medidas de defesa comercial aplicadas pelo Brasil contra a importação dessas mercadorias de países asiáticos, segundo o secretário-executivo do ministério, Alessandro Teixeira. “As medidas de defesa comercial não são aplicadas levando-se em consideração as marcas e sim a origem dos produtos”, disse.

A declaração de Teixeira referiu-se à carta que a associação que representa o setor nos Estados Unidos mandou à USTR, o escritório de negociação comercial do governo americano. Na carta, os empresários americanos queixaram-se de medidas protecionistas adotadas pelo Brasil.

Os produtos são fabricados em terceiros países, afirma a associação, mas muitas das marcas são americanas e sustentam milhares de empregos nos Estados Unidos, em atividades como pesquisa, design, marketing, vendas e logística.

Na carta, a associação de empresas americanas cita a inspeção física na importação de vestuário realizada pela Receita Federal desde agosto, o que pode fazer com que a liberação para o desembaraço demore até 180 dias. Outra medida citada na carta é a sobretaxa antidumping aplicada desde 2010 sobre a importação de calçados da China, além da investigação sobre triangulação de calçados supostamente chineses que estariam sendo importados via Indonésia e Vietnã.

Felipe Hess, diretor do Departamento de Defesa Comercial do ministério, diz que o efeito reportado pelos americanos é natural. “As medidas antidumping são resultado de investigações feitas segundo as regras da OMC [Organização Mundial do Comércio], cumprindo acordo que também foi assinado pelos Estados Unidos. As medidas geram efeitos econômicos e são feitas exatamente para isso. O que está acontecendo com os americanos nesse caso tem ocorrido em outros lugares do mundo, inclusive nas medidas aplicadas pelos Estados Unidos.”

Em evento realizado ontem na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Hess defendeu o processo antidumping brasileiro. Segundo ele, o Brasil tem aplicado a medida em maior volume não como resultado de uma política de governo, mas como consequência do número de pedidos, que tem aumentado.

“O número de interessados e de petições tem crescido, porque o efeito das importações entrou no radar das empresas”, argumenta. Hess diz que o ministério segue as regras da OMC ao aplicar sobretaxas somente depois que verifica o dano, o dumping e o nexo causal. “Somos criticados por sermos rígidos com isso. Creio que se tivéssemos fazendo algo errado já teríamos sido questionados na OMC.”

“A terceirização da industrialização, com a instalação de produção na China, não é algo só dos americanos, é generalizado. Mas esse efeito é um problema da economia americana, não nosso”, diz Teixeira.

A carta com as reclamações da associação que reúne empresas de calçados e vestuário americanas foi entregue ao USTR numa consulta pública para subsidiar um relatório sobre barreiras comerciais aos produtos e serviços dos Estados Unidos. Nem sempre as queixas são incorporadas ao relatório, que costuma ser divulgado no começo de cada ano, e ainda não está claro se o USTR pretende tomar alguma medida a respeito do assunto.

Além da investigação de suposta triangulação na importação de calçados chineses que estariam sendo exportados ao Brasil via Vietnã ou Indonésia, uma das queixas da carta refere-se à operação “Panos Quentes 3″. Paralelamente à aplicação da inspeção na importação de vestuário desde agosto, a Receita também criou um dispositivo que acelera a importação do produto que atenda a todas as exigências tarifárias e não vá contra medidas de defesa comercial. Para isso o importador precisa se cadastrar e informar dados, como o nome dos fornecedores internacionais.

Fonte: Valor Econômico

Governo vai investigar importações de calçados e suas partes da China, Vietnã e Indonésia

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Objetivo é verificar existência de prática elisiva que frustre a aplicação da medida antidumping imposta às importações de calçados originárias da China.

O Governo brasileiro irá investigar as importações de partes e componentes de calçados procedentes da China, bem como de calçados originárias do Vietnã e da Indonésia. A análise abrangerá o período de julho de 2010 a junho de 2011. A decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (4), através da Circular número 48 de 30 de setembro deste ano. O documento é assinado pela secretária de Comércio Exterior, Tatiana Lacerda Prazeres.

Conforme a Circular, “há elementos suficientes que indicam a existência de práticas elisivas que frustram a aplicação do direito antidumping nas importações brasileiras de calçados originárias da China”, referindo-se à tarifa de US$ 13,85 que vem sendo cobrada desde março de 2010 sobre os calçados importados da China.

Fraude – A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) aponta que esta decisão vem ao encontro dos sucessivos pedidos da entidade para que o Governo investigue a entrada de calçados de países não tradicionais exportadores, como o Vietnã e Indonésia. “A fraude é evidente em vários aspectos, mas em um apresenta-se de modo flagrante: em 2010 as estatísticas oficiais da China registram a exportação de 13 mil toneladas de calçados para o Brasil, mas as estatísticas brasileiras apontam o ingresso de apenas 3,2 mil toneladas de calçados de origem chinesa”, declara Milton Cardoso, presidente da Abicalçados. “Ou seja, 29 milhões de pares mudaram de nacionalidade nos porões dos navios pelas mãos entrelaçadas dos importadores e dos exportadores”.

A investigação, que será realizada pelo Departamento de Defesa Comercial (Decom) irá analisar três práticas identificadas pela Abicalçados. A primeira é a importação de cabedais (parte de cima do calçado) e demais componentes de calçados vinda da China para serem industrializados no Brasil. A segunda é a importação de calçados fabricados no Vietnã, na Malásia e na Indonésia a partir de cabedais e demais componentes originários da China e, finalmente, a importação de calçados com pequenas modificações.

“A caracterização da prática elisiva estará completa caso confirme-se que a montagem do produto final no Brasil teve como propósito a intenção de evitar a cobrança da medida antidumping vigente”, descreve a circular. Para o dirigente da Abicalçados, é absolutamente necessária a investigação para que as fraudes nas importações sejam combatidas de forma imediata, para evitar uma nova onda de demissões no setor neste final de ano. Somados maio, junho e julho deste ano houve a perda de 1404 vagas, contra a criação de 9,5 mil vagas nos mesmos meses de 2010.

Importações – Segundo levantamento da Abicalçados apresentado para a Camex, as importações brasileiras de cabedais da China, cresceram 193,8% de 2009 (ano de aplicação da medida preliminar) para 2010 (ano de aplicação da medida definitiva). Em valor, este aumento foi de 402,6%, indicando o aumento do preço médio de exportação para o Brasil.

As importações brasileiras solas de calçados de borracha ou de plásticos vindas da China, contabilizadas em quilograma líquido, cresceram 436,3%, de 2009 para 2010. Este aumento foi equivalente a 279,2% em valor FOB para o mesmo período.

As importações brasileiras de outras solas e outros produtos da China aumentaram 171,9%, equivalendo a 114% em valor FOB. Verificou-se que houve elevação expressiva das importações brasileiras de componentes para fabricação de calçados, sejam eles cabedais ou solas, indicando que a aplicação do direito antidumping pode ter induzido a importação desses produtos como forma de elisão da medida em vigor contra calçados importados da China.

“Há indicações de que o custo com matéria-prima importada da China para a montagem no Brasil dos calçados sujeitos à medida antidumping representa mais de 60% do custo com materiais”, aponta a Circular.

Interessados em acompanhar o processo têm até 20 dias, a contar da publicação da Circular, para solicitar habilitação e indicar os representantes legais.

Fonte: Abicalçados

MDIC busca liberar licenças de calçados com Argentina

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

BRASÍLIA – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou hoje que está fazendo esforços junto ao Ministério da Indústria da Argentina para que ocorra nos prazos mais curtos possíveis a liberação das licenças de importação de calçados brasileiros parados na alfândega.

Em nota, o MDIC afirma que a Argentina, um dos principais destinos de produtos manufaturados brasileiros, tem feito exigências a todos os seus parceiros comerciais. Informa ainda que as licenças de importação para produtos brasileiros têm sido concedidas em menor tempo do que para outros países. “Esse contexto impõe ao Brasil o desafio da negociação constante, uma vez que as dificuldades são cíclicas”.

O MDIC disse que está em contato permanente com o setor privado e é sensível às dificuldades enfrentadas pelos exportadores brasileiros. Lembrou também que problemas pontuais são naturais entre países com corrente de comércio grande, como Brasil e Argentina. “A Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, com um volume de comércio acumulado de janeiro a agosto de 2011 de US$ 25,6 bilhões e um superávit de US$ 3,7 bilhões em favor do Brasil”.

Fonte: O Estado de Sõ Paulo